No silêncio de uma meia-luz, toco levemente seu rosto. Uma doce carícia. Deitados, unidos
A fraca luz que entra pela janela é o suficiente para afastar a escuridão do quarto. Esta é a hora dos gestos. Palavras não cabem agora. Na penumbra, vejo o brilho dos seus olhos. Imagino que veja os meus. Estamos juntos. Calados, ouvimos a noite. O silêncio da noite. Seus joelhos tocando
O lençol sussurra ao leve movimento de nossos corpos. Nossos lábios se unem. Nossas línguas. Laços já firmados em nossos corações. No brilho liquido de seus olhos, não me vejo, mas sinto você. Envolvemo-nos em um abraço apertado. Sinto o cheiro do seu cabelo. Seria possível um instante como este ser eterno?... Não quero a resposta. Quero seu abraço. Seu corpo ao meu. À noite em meia-luz por uma janela. Outro beijo. Minha mão acariciando seu rosto. Ouvir a calada noite. Palavras vindas em minha mente. Agora não. Mantenhamos o silêncio...
17-02-2010