Alguém um dia perguntou: - “QUEM ÉS TU?” Não soube respondê-lo. Meu peito encheu-se de tristeza. Velhas palavras são fáceis de serem ditas, mas outras. . .Não sabia por onde começar. Se eu fosse mais matreiro, uma desculpa ou mentira sobre mim logo diria... Perdoem-me não sei mentir... Engasgo. As palavras não vêem a memória... E a verdade é dura como meu coração. Se bom orador eu fosse logo falava em boa entonação:
- Eu, gentil dama, ou senhor, não sou muito melhor que a escória. Em meu peito rochoso a heresia trago; grito em boa voz a inexistência de um DEUS CARPINTEIRO. Bebo, danço e namoro damas de passado fechado. Em meu amargurado coração não carrego uma alma de beleza, Mas sim um ataúde vazio onde deveria descansa Tartufo.
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